Justiça determinou que fazendeiros deixem a região de Marãiwatsede. Terra em disputa é considerada sagrada por índios xavantes de MT.
A Procuradoria da República vai realizar, em conjunto com o governo do estado de Mato Grosso, um plano da retirada dos não-índios da terra indígena Marãiwatsede que fica no município de Alto Boa Vista (1.064 quilômetros de Cuiabá). A decisão foi tomada em uma reunião realizada na tarde desta terça-feira na Procuradoria Geral da República em Brasília.
A procuradora Márcia Brandão acompanhou a reunião em conjunto com representantes do governo de Mato Grosso. Ainda não foi fixada uma data para a apresentação do projeto de retirada dos fazendeiros da região.
O conflito entre índios e não-índios aconteceu por conta de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), de outubro de 2010, que negou provimento ao recurso contra a decisão da primeira instância que determinou a saída dos atuais moradores da área. O governo de Mato Grosso chegou a oferecer uma área maior para os indígenas, mas os xavantes alegam que a área é sagrada e por isso tentam recuperar a posse das terras…
Na década de 60, com a ajuda do Governo Federal, os indígenas foram retirados da área e levados para uma aldeia distante mais de 400 quilômetros da região. Na época, a terra foi desocupada, vendida e loteada.
Os fazendeiros permanecem no local amparados por recursos judiciais. De acordo com Renato Teodoro Silveira Filho, presidente da Associação dos Produtores Rurais de Suiá Missú, a decisão da Justiça não leva em conta os documentos entregues pelos moradores. “Eles [a Justiça] não levam em consideração a legalidade disso aqui. Os documentos mostram que nunca morou um índio aqui dentro. Está tudo escriturado e fizeram o registro dando a legalização da área”, conclui Teodoro. (G1)
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