Nota divulgada pelo Movimento Saúde e Democracia ao analisar notícias publicadas na imprensa sobre alto valor que a SES pagará ao Hospital Santa Rosa por cirurgias ortopédicas:
Cada vez fica mais consistente a interpretação de que essa piora acentuada da assistência médica em Cuiabá ocorrida nos últimos meses seja intencional para justificar a adoção de medidas dessa natureza : contratos emergenciais com preços muito acima da tabela do SUS beneficiando determinadas instituições hospitalares que ao longo da história sempre rejeitaram o SUS.
Curiosamente, o hospital beneficiado é o Santa Rosa, de propriedade do deputado estadual  Maluf, ex-secretário de saúde de Cuiabá, e onde o atual secretário estadual deputado federal  Pedro Henry trabalhou e mantém um empresa  de  prestação de  assistência médica, que ele alega ser de uma sobrinha .
A respeito disso vai um pequeno texto da jornalista Joanna de Assis sobre uma frase muito usada:  “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”
A frase original surgiu após um escândalo em Roma, por volta de 60 a.C., envolvendo o homem mais poderoso do mundo, sua mulher e um nobre pretendente.
Pompéia vivia muito sozinha, enquanto o marido Júlio César passava meses com seus exércitos. É nesse cenário perfeito para as fofocas que surge Clódio, um nobre admirador da moça. “Numa noite, para conseguir se aproximar de Pompéia, ele entrou no palácio disfarçado, mas acabou se perdendo pelos corredores e sendo descoberto e preso”, diz a historiadora Maria Luiza Corassin, da Universidade de São Paulo.
O jovem foi levado ao tribunal e o próprio César convocado para prestar esclarecimentos. “Ele declarou ignorar o que se dizia sobre sua mulher e a julgou inocente”, afirma Maria Luiza. O penetra foi absolvido, mas Pompéia não se livrou do ostracismo e do repúdio do marido. Para quem o acusava de estar sendo contraditório, ao defender a mulher no tribunal e condená-la em casa, ele teria afirmado: “Não basta que a mulher de César seja honrada, é preciso que sequer seja suspeita”.
A estratégia de defesa do secretário Pedro Henry ante o indefensável é a velha tática de, sem ter argumentos de mérito a seu favor, tentar desqualificar  quem o  acusa.  Assim,  o presidente do SINPEN estaria divulgando tais fatos como tema de  campanha eleitoral . Ou seja, o errado não é “fazer a maracutaia”  e sim  “ falar da maracutaia”. Que moral tem o deputado Pedro Henry para fazer tais considerações se ele sempre pautou suas campanhas eleitorais por assim proceder? O que ele tem que fazer é provar que as acusações são falsas . Vais ser difícil, conforme se vê abaixo:
por lara campos, em 27/05/2011 às 06:25
Sr. Pedro Henry, o Senhor está chamando a população de burra? Como é que o Senhor diz que não é sócio, nem tem cotas, se na sua relação de bens junto a Justiça Eleitoral de 2010, estão suas cotas capitais, no valor aproximado de R$ 230.000? É só entrar no site do TRE. Já foram transferidas para outro? Vendidas tenho certeza que não foram. Então, por favor não nos coloque em uma vala comum. Eu te conheço de outros carnavais…..
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