A proliferação de informações que dizem respeito à existência de ‘servidores fantasmas’, que recebem salários públicos sem comparecer ao trabalho, dando enorme prejuízo à Câmara de Vereadores e Prefeitura de Várzea Grande levou o MCCE a pedir uma Tomada de Contas Especial junto ao tribunal de Contas do Estado.
O procedimento é previsto na lei que criou o TCE (Tribunal de Contas de Mato Grosso) e no regimento interno da Corte de Contas.
Além dos ‘fantasmas’ há informações consistentes de que o excesso de locação de imóveis para abrigar entidades municipais estaria atendendo a interesse de familiares de conselheiros e ex conselheiros do TCE, que assim estariam impedidos de julgar as contas públicas de Várzea Grande. Os valores das alocações são desconhecidos.
Mas o MCCE acredita que há outro ‘ralo’ por onde escoa muito dinheiro da prefeitura: a locação de máquinas, caminhões e veículos. Para o coordenador do MCCE “Nem a Câmara e nem o Controle Interno da Prefeitura dão conta de sanar essas irregularidades, não têm capacidade ou interesse de investigar. Desse modo o Tribunal de Contas deve intervir, investigando os ‘servidores fantasmas’, o possível desvio de finalidade na locação de imóveis e as simulações de aluguel de máquinas, que podem estar servindo para troca de favores”.
Quanto à recusa dos vereadores em investigar os seus pares (Wanderlei Cerqueira e Isabela Guimarães) que empregaram pessoal de modo irregular, após provocação escrita dos integrantes do MCCE, o fato não causa estranheza ao advogado do Movimento de Combate à Corrupção, Dr. Vilson Nery. Segundo ele “Estranha é a pressa em querer mandar tudo ‘pra baixo do tapete’, negando a instauração do processo de investigação. Só queremos ajudar a melhorar a imagem daquela Casa”.
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