Estamos vivendo na era da informação. O bum da comunicação. As mutações culturais advindas pela tecnologia mudaram a maneira das pessoas se relacionarem. E enquanto isso, no coração do Brasil, uma tribo de índios Karajás tenta conciliar modernidade e tradição.
Bésóroró, A TV E OS KARAJÁ é um vídeo de relatos. Os moradores da aldeia Santa Izabel do Morro, TO,  contam detalhes de seus costumes, ritos e credos e apontam transformações culturais vividas por seu povo depois do aparecimento da TV. Bésóroró não revela apenas como a televisão é vista por essa etnia, vai além quando mostra as novas nuances que a TV está pincelando na multicolorida cultura Karajá.
O documentário foi produzido por um grupo de alunas da Faculdade Adventista de Comunicação de São Paulo, formado pelas hoje jornalistas Rizza Matos, Dayse Hálima, Adna Ketner, Talita Araújo e Adriele Nunes. Para a roteirista do filme, Rizza Matos,  que atualmente mora em São Félix do Araguaia, ao lado da Ilha do Bananal, o objetivo do vídeo é trazer à tona a discussão sobre  o poder que a comunicação exerce  dentro de uma sociedade. “Todos nós estamos a todo tempo recebendo e transmitindo informações que mudam a nossa maneira de pensar e agir, o documentário mostra como está sendo esse processo dentro da nação Karajá, nós não colocamos nenhum veredito, apenas estamos mostrando o que eles pensam sobre a questão, por isso escolhemos como título do video: bésóroró que significa correnteza na língua Iny.”, afirma.
Entre s entrevistados estão a diretora da escola indígena Malúa, Waxiaki, o cacique, Iwraro, que ficou nacionalmente conhecido após a sua participaão na novela Araguaia, da TV Globo. O antropólogo, Andre Toral,  um dos primeiros  pesquisadores a escrever sobre a etnia e o bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga. (Divulgação)
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Anônimo
Anônimo
8 anos atrás

Minha família deixou a tribo e perdeu todos os contatos com os Karajás a quase 150 anos, mas nunca deixou de se considerar Karajá. Ficaram pouquíssimas histórias e a língua se perdeu com os costumes. Mas não deixaram de se ver e identificar como Karajá. Gostei muito do documentário. Parabens! Quanto a nós, talvez esteja chegando o momento de conhecer mais sobre aquilo que nos consideramos ser. Obrigado pelo documentário.

Rômulo