“A Funai precisa assumir o seu papel e defesa dos interesses indígenas. E o começo é sair de seus gabinetes para conhecer a nossa realidade e nossas necessidades.”
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| Problemas de saúde e subsistência afetam população indígena. (Foto: Sandra Carvalho) |
No Dia do Índio, 19 de abril, lideranças indígenas mato-grossenses criticam a Fundação Nacional do Índio (Funai) por não conhecer a realidade dos povos e estar muito distantes de sua realidade.
“A nossa comunidade é reconhecida por sua passividade. É da nossa natureza acreditarmos na boa vontade do próximo. Ocorre que quando o nosso próximo fica distante de nossas necessidades, entendemos que ela não nos serve mais”, diz o líder e advogado Samuel Karajá.
Para ele e demais lideranças do Araguaia, se a instituição Funai se justifica pela existência da população indígena, é hora de repensar suas ações e preocupações. “Uma delas é a falta de compromisso com a agenda institucional”, ressaltam em documento entregue à Funai. Eles citam como exemplo o fato de representantes do órgão em Palmas (To) terem marcado uma reunião em São Félix do Araguaia e só chegado dois dias depois da data estipulada.
“Ficamos quase dois dias na cidade aguardando a chegada da coordenação regional. Lideranças de dez aldeias indígenas deixaram suas comunidades e famílias para estar reivindicaireitos e discutir nossas necessidades junto à essa coordenação na data previamente agendada, ou seja, dia 07 de abril de 2011. Provamos o gosto amargo do descaso, do esquecimento. Há um ano que a atual coordenação tem ignorado nossa causa e sua prerrogativa de defesa do índio, reafirmando essa omissão com a falta de compromisso com a agenda de reuniões”, criticam.
