Juarez Barros, que há anos luta pela desapropriação
ao lado de Josafá, presidente do Sintraf/Nortelândia

A Fazenda Camargo (Arrossensal Agropecuária e Industrial S.A.), pertencente ao Grupo Camargo, vem desde a década de sessenta, explorando o que pertence ao povo nortelandense. Primeiro, com o desmatamento inconseqüente e em nome do desenvolvimento, levaram a madeira, segundo, transformaram as terras altamente agricultáveis em pastos para seus gados, terceiro, exploraram e extraíram as pedras preciosas, o diamante, do leito dos rios, causando assoreamentos e desmatamentos de nascentes e APPs (Área de Preservação Permanente). Por último, exploram os recursos hídricos, degradando o Rio Santana, afluente do importantíssimo Rio Paraguai, formador do Pantanal Mato-Grossense, construindo ali, duas usinas hidrelétricas, o que não gera atualmente mais que seis empregos.

O financiamento, por esse grupo, de campanhas políticas de vereadores e prefeitos no município de Nortelândia é outro motivo que causa estranheza na população, visto que essa prática, ao longo dos anos, tem levado essas autoridades à submissão desse grupo econômico, aceitando suas imposições. Esse financiamento de campanha, pode até ser considerado legal do ponto de vista contábil eleitoral, mas cheira mal, além de ser indecente e imoral.
Segundo Juarez Barros, ex-vereador em Nortelândia, a manifestação foi pacífica, oportuna e importante. Pois, enfocou vários temas que diz respeito às dificuldades que o município enfrenta há anos e de difícil solução. Desemprego alarmante, prostituição infantil, consumo exagerado de álcool e outras drogas, baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), alto índice de suicídio e de transtornos mentais. Acredita ele, que a única alternativa para o município passa pela desapropriação dessa grande área de terras, que enriquece poucos em detrimento de uma maioria que aguarda ansiosamente esse desfecho.
“A desapropriação da Fazenda Camargo significa a redenção do nosso município. Com isso, teremos efetivamente, uma das maiores distribuição de rendas já ocorrido no Estado de Mato Grosso. Essa descentralização, através do processo de reforma agrária, está gerando na população uma perspectiva de vida melhor, e, conseqüentemente, aumentando sua auto-estima”, finalizou Juarez Barros.
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