Estradas sem manutenção geram muitos prejuízos aos transportadores
(Foto: Sandra Carvalho)



Com nova diretoria empossada há uma semana, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat) ganha agora a adesão das empresas transportadoras de grãos. Um núcleo será criado na entidade para definir as ações de interesse do setor a serem discutidas em conjunto com os demais setores do transporte que integram o sindicato.
“Cada setor tem sua peculiaridade, mas nossos problemas são um só”, define o vice-presidente do Sindmat, Dejalmo Fedrizze.
Representantes dos transportadores de grãos aceitaram prontamente o convite para aderir ao Sindmat e nesta quinta-feira (03) definem os nomes que irão compor o núcleo para início imediato dos trabalhos.
Eleus Vieira, diretor financeiro do Sindmat, pontua algumas questões de interesse comum que pautarão 2011 como a cobrança de pedágio, a convenção coletiva dos trabalhadores do setor, a carga fracionada e o EDI Fiscal, além das precárias condições das estradas de Mato Grosso. “A vinda do setor de grãos para o sindicato fortalecerá ainda mais as nossas lutas e tornará o setor de transportes ainda mais organizado em Mato Grosso”, prevê Eleus.

Ari Rosa, proprietário da AWS Transportes, cuja empresa transporta grãos para todo o BRASIL, não tem dúvida que o principal problema enfrentado pelo setor é a questão das estradas. “Mato Grosso é o pior estado em termos de estradas”, analisa.
O conserto e a troca de pneus e peças são constantes porque os veículos não suportam a quantidade de buracos e desníveis nas pistas, problema que, segundo o empresário, ocorre tanto na seca quanto no período das chuvas.
PREJUÍZO – As péssimas condições das estradas de Mato Grosso desanimam empresários do setor de transporte que calculam uma perda de 35% do lucro com a manutenção dos veículos. Além do que, reclamam que o valor do frete continua o mesmo há 10 anos.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat), Amilton Luiz de Mendonça observa que a falta de investimentos em estradas cause prejuízos não só às transportadoras, mas a toda a sociedade porque, segundo ele, é um fator crucial que impede o desenvolvimento do Estado. “Principalmente porque em Mato Grosso ainda não existe outra alternativa de transporte, como hidrovias e ferrovias”, completa Amilton.

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