Muitas escolas da rede privada de ensino de Mato Grosso reduziram a sua política de inclusão social para aumentar a média de notas no Exame de Ensino Médio, o ENEM. Com isso, praticam a discriminação sócio/econômica com a finalidade única de obter uma classificação melhor entre as escolas do estado na média de notas do ENEM.

Na prática, as escolas acabaram o pré-vestibular e o Ensino Médio Noturno por considerar que os alunos que freqüentam este período não têm tempo de estudar, porque trabalham durante o dia, e porque a maioria é oriunda de escolas da rede pública e não teriam base para serem aprovados no Enem ou nos vestibulares.

Além disso, a maioria dos alunos que estudam a noite não tem poder aquisitivo para pagar as mensalidades que viabilizem financeiramente a escola. Portanto, estes alunos contribuiriam para reduzir a média de notas no ENEM e, consequentemente, a classificação da escola entre as melhores notas no processo seletivo.
CIN mantém forte política de inclusão social.

Para o professor Francisco Carlos Oliveira, diretor superintendente do Colégio Isaac Newton,  liderar nos vestibulares e no ENEM é ter maior número de aprovações, principalmente nos cursos mais concorridos e não necessariamente ter a maior media no ENEM.
“O CIN é líder em aprovações nos vestibulares/ENEM e só não possui a maior média no ENEM/MT devido a forte política de inclusão social ao funcionar o pré-vestibular  e terceirão noturno com bolsas integrais e meia bolsa de estudo para a maioria dos alunos”, observa o professor.
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Anônimo
Anônimo
8 anos atrás

muito legal adoreii!!!!!

José Carlos Caires
José Carlos Caires
8 anos atrás

Parabéns Sandra Carvalho!

Postagem pertinente, aguda e real – como o tema exige. Será que voltamos à era dos processos de admissão? Agora com roupa nova – via avaliação –, mas dotado do mesmo princípio: separar uns dos outros quando do vislumbre da possibilidade de frequentar uma escola do governo – aquelas dotadas de qualidade!?
Esse é o "retrato ativo" da chamada – INCLUSÃO EXCLUSIVA.

José Carlos Caires
Mestrando de Educação pela Universidade Estácio de Sá (UNESA)