Foto: Sandra Carvalho
O Hospital Geral de Cuiabá, fundado em 1942, funcionou durante anos numa velha casa numa área da Igreja Católica, onde está até hoje, entre as ruas 13 de Junho e Thogo Pereira. Atendia apenas partos. Uma obra de ampliação do hospital ficou paralisada durante 20 anos, até que o Governo do Estado decidiu concluí-la, e equipa-la.  O Governo entregou o hospital para um grupo de médicos, e pessoas da comunidade, que formavam um Organização Social – A Sociedade de Proteção à Maternidade e Infância de Cuiabá. O modelo não se sustentou e o Hospital Geral faliu, e fechou suas portas em 2000.
É justamente esse modelo defendido pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, o das Organizações Sociais (OS), para ser implantado na rede pública de saúde de Mato Grosso, com a finalidade de solucionar o caos. No caso do Hospital Geral, houve um grande investimento de recursos do Estado para depois entrega-lo às mãos de uma OS na expectativa da melhoria da qualidade dos serviços. O grupo até tentou, mas não teve pernas para tocar a instituição, cujo patrimônio encontra-se há 11 anos sob a gestão da Universidade de Cuiabá (Unic)
Em greve em todo o Estado, médicos repudiam “a privatização” do SUS em Mato Grosso e o movimento ganhou a adesão de várias categorias de profissionais da saúde e também de outras áreas. O Conselho Regional de Medicina (CRM/MT) entrou com recurso na Justiça Federal na tentativa de impedir que o Estado de contratar Organizações Sociais para assumir unidades públicas de saúde.
Em nível de Mato Grosso, o secretário Pedro Henry conseguiu derrubar liminar que o impedia de contratar uma OS para administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Ele havia anunciado para ontem a inscrição de empresas para o processo licitatório. Há informação de que nenhuma empresa demonstrou interesse, o que teria levado a Secretaria Estadual de Saúde a transferir as inscrições para a próxima segunda (28).
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