Reportagem da edição de hoje do jornal:

Vinte e um mil quilos de medicamentos, que seriam destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), estão vencidos nos estoques do governo do Estado. O fim do prazo de validade foi detectado durante um levantamento, realizado pela auditoria interna do órgão. Todo material será encaminhado para Minas Gerais, onde será incinerado conforme as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A destinação será licitada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e ainda não há uma previsão do custo. Minas Gerais foi escolhido porque é o mais próximo a oferecer o serviço.

O secretário da SES, Pedro Henry, informou na Assembleia Legislativa, durante a apresentação do Demonstrativo Orçamentário de 2010, que existem duas possibilidades para a perda dos remédios.
Uma delas é que os técnicos não tenham percebido que o prazo de validade dos produtos estava perto de acabar quando eles foram fornecidos. A outra é a falha no setor da SES, que faz a distribuição para as unidades de saúde pública.


Nos próximos dias, a auditoria entregará ao responsável da pasta um novo relatório, descrevendo que tipo de medicamento está na lista de descarte. Com os detalhes, será possível avaliar a proporção do prejuízo causado aos cofres públicos.


Henry disse ainda que a deficiência na organização dos setores de compra e distribuição da SES serão diagnosticados e caso a perda dos remédios tenha alguma relação com a conduta profissional dos servidores, eles vão responder um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).


A informação sobre a irregularidade nos estoques chegou ao conhecimento do secretário há 2 meses e ele espera o resultado da investigação para fazer modificações e assim “atacar a raiz do problema”. (Carolina Rodrigues)
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