Neste dia 14 de março comemora-se o Dia Mundial de Conscientização da Incontinência Urinária. O urologista Newton Tafuri, da Clínica Vida Vida Diagnóstico e Saúde, destaca os principais fatores de risco e os tipos de incontinência, problema que afeta 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos.

O especialista cita como fator de risco a idade, mulheres com muitos filhos, diabetes, obesidade, presença de doenças neurológicas e cirurgias na próstata, especialmente para tratamento do câncer.

Em relação aos tipos mais frequentes de incontinência, Dr. Newton Tafuri, que é presidente da Sociedade Brasileira de Urologia em Mato Grosso (SBU/MT), cita dois. Um deles é a incontinência por esforço, quando o paciente perder urina ao tossir, carregar peso, espirrar ou até mesmo sentar-se e levantar-se.

O outro tipo é a incontinência urinária de urgência ou bexiga hiperativa, quando existe uma vontade repentina e incontrolável de urinar durante o dia e no período da noite, podendo comprometer o sono.

Embora muitos considerem a perda involuntária de urina como “algo natural” da idade, essa condição pode ser tratada, sob risco de impactar profundamente a qualidade de vida do paciente, já que essa situação gera ansiedade, depressão, redução na produtividade no trabalho e afastamento do convívio social e da intimidade com o parceiro.

Tratamento

Os pacientes que enfrentam este problema contam com apoio multidisciplinar para o tratamento da doença. A mudança de alguns hábitos de vida pode fazer a diferença, segundo o urologista, como evitar excesso de líquidos no período da noite , urinar periodicamente, tratar constipação e outros problemas clínicos como diabetes e obesidade.

“Além de medicamentos, que são utilizados sobretudo nos casos de bexiga hiperativa, a incontinência de esforço pode ser tratada com fisioterapia especializada ou procedimentos cirúrgicos de baixo risco e rápida recuperação, como a cirurgia de sling, quando se coloca uma faixa sob a uretra”, pontua o especialista.

Outros tratamentos para incontinência urinária incluem a aplicação de toxina botulínica, o implante de marcapasso da bexiga e para os homens também temos a opção do implante de esfíncter artificial.

“Todos os pacientes podem ser tratados”, tranquiliza o urologista Newton Tafuri, alertando, no entanto, que o tratamento deve começar o quanto antes para evitar complicações e obter melhores resultados.

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