A prefeitura de Cáceres, que tem hoje 1.800 servidores na folha, teve as atividades paralisadas na segunda-feira,11, por tempo indeterminado. Cerca de 1.400 servidores  aderiram ao movimento, aprovado em assembléia da categoria, realizada na manhã da última sexta-feira. Os manifestantes reivindicam várias ações, como revisão da tabela salarial; implantação do piso nacional de professores; redução da carga horária de trabalho para servidores da Secretaria de Obras e melhores condições de trabalho, para o setor de saúde.     Apenas serviços essenciais não pararam.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPM), Vivaldo Gonçalves, afirma que as negociações com a prefeitura se arrastam há mais de uma ano e que o prefeito sempre sugere a formação de uma comissão para estudar o problema. Desta vez, segundo ele, a proposta foi rejeitada pelos servidores.     O líder sindical disse ainda que com a não revisão da tabela salarial, a administração deixa de aplicar o percentual de 5.7% nos salários da categoria, que é uma obrigação legal, e isso gera um prejuízo de 300 reais mensais ao servidor no final de carreira. Também o piso salarial do professor aplicado pelo município é de R$ 927 , quando o piso nacional unificado é de R$ 1.187 mil.  Já na área da saúde pública municipal Vivaldo Gonçalves afirma que faltam medicamentos  e não existem nem mesmo luvas cirúrgicas.
Ontem, o prefeito se reuniu com os grevistas. O clima da reunião foi tenso e o apelo do prefeito, para que a greve não acontecesse, não foi atendido. A assessoria de comunicação da prefeitura informou que Túlio Fontes estava esperando ser oficialmente comunicado sobre a greve para então se manifestar e ver quais medidas poderão ser tomadas, mas que a administração está aberta ao diálogo. Não estão descartadas ações judiciais. “Ele realmente lamentou -informou o assessor Gonzaga Júnior- pois o município se prepara para a realização do maior evento turístico de Mato Grosso, O Festival Internacional de Pesca, e já tem programado um mutirão de limpeza e recuperação da área urbana, agora com o final das chuvas”. (Clarice Diório/Cáceres)
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