Durante a pandemia do novo coronavírus, o setor de transporte de cargas que realiza entregas em comércios como lojas e shoppings, por exemplo, caiu até 70% em Mato Grosso, conforme relata Eleus Amorim, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat).

“Sobre os impactos no transporte de cargas, nos primeiros 30 dias não sentimos. Depois passamos a sentir uma queda muito brusca no movimento. Hoje, em nível nacional, temos uma queda de 45% em toda a movimentação do transporte de cargas, comparado com o mesmo período do ano passado”, explica o presidente.

Especificamente em Mato Grosso, o transporte de cargas fracionadas, que faze entregas em mercados, por exemplo, não obteve registro de queda.

“O que cresceu aqui no estado foi o transporte agrícola e o transporte do e-commerce, que é o produto comprado pela internet. Esse teve um aumento, considerado proporcionalmente ao mesmo período do ano passado, de 25%”, informa Amorim.

De acordo com o presidente do sindicato, são as grandes cidades, como Cuiabá, Rondonópolis e Sinop, que tiveram os comércios fechados, por causa da pandemia, que realmente sofreram uma queda grande nas entregas realizadas pelo transporte rodoviário de cargas.

“A nossa esperança é que com a volta gradual do comércio é que venha a ter um aumento na produtividade de todo o trabalhador do transporte”.

Eleus Amorim aponta que em Mato Grosso existem 3.650 empresas de transporte rodoviário de cargas. Desde pequenos empresários com dois ou três veículos de carga, ou aqueles que tem 50, 100 ou até mil caminhões.

O presidente reforça que todas estas empresas têm sido impactadas na questão dos financiamentos. Segundo Amorim, a prorrogação que o Governo Federal concedeu não atende ao segmento.

“O que nós precisamos é de uma política que possa transferir esse financiamento para longo prazo. O impacto previsto é de seis ou até oito meses, não três como o governo concedeu, aponta Eleus Amorim.

Amorim ainda acrescenta sobre o impacto no pagamento das cargas tributárias. De acordo com ele, o Governo do Estado e as prefeituras municiais não cederam. “Somente quem abriu uma política de prorrogação dos impostos foi o Governo Federal, que é muito tímida comparada com a preocupação que temos hoje”.

Amorim destaca que a Confederação Nacional do Transporte (CNT), tem buscado junto a frente parlamentas da logística, um apoio na redução da carga tributária e parcelamento das dívidas tributárias que todo transportador possui.

“O plano principal agora é sobreviver. Está todo mundo agora focado em manter suas empresas, manter os empregos, continuar gerando empregos, ou pelo menos manter o que tem, para que as empresas não fechem”, finaliza.

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