A demora no repasse dos valores devidos aos hospitais da rede contratada do SUS em Cuiabá está gerando ainda mais desgaste à gestão do prefeito Chico Galindo. Além dos valores da tabela do Ministério da Saúde serem muito abaixo do mercado, os estabelecimentos não estão conseguindo honrar seus compromissos desde o início deste por causa desses atrasos. 
O diretor geral da Santa Casa de Misericórdia, Luis Felipe Sabóia conta que recebeu o mês de janeiro somente há uma semana ainda assim com a interferência do Ministério Público Estadual (MPE). “A Secretaria de Saúde pagou o mês de fevereiro, mas o repasse referente a março ainda não foi pago e já estamos em maio”, observa o médico, informando que inclusive o PME convocou a SMS para reunião hoje (09/05) oportunidade em que será assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
“Não entendemos como a secretaria não paga se a União faz os repasses religiosamente todos os meses.  Cuiabá tem uma história de atrás desde que um secretário resolver não pagar um mês aos hospitais anos atrás”, comentou o médico sem citar nomes e datas. Porém, já foi denunciado pelo ex-secretário de Saúde de Cuiabá que esse recurso teria desaparecido na gestão do médico Araí Fonseca e usado não se sabe para que finalidade.
No ano passado, conta Sabóia, já na gestão do médico Maurélio Meneses, os repasses começaram a atrasar além novamente e foi preciso o MPE acionar a SMS para que o dinheiro voltasse a cair na conta dos hospitais no máximo uma semana depois de ser repasso pelo Ministério da Saúde ao município.
“Estamos vendo que o novo secretário está pegando a secretaria num caos em todos os sentidos. Porém, esperamos que ele consiga pelo menos honrar o pagamento dos serviços essenciais como os hospitais que não suportam mais a espera”, completa o diretor da Santa Casa.
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