Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vão parar por 24 horas no dia 28 de abril, próxima quinta-feira. Portanto, não haverá aula na UFMT. A maioria das universidades federais do país também vai parar no dia 28, em estados como Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros.
O movimento é uma reação contra o congelamento dos salários do funcionalismo federal até 2019, conforme prevê a MP 549, e contra a precarização do trabalho docente. O ato tem a adesão de outras categorias do funcionalismo federal, que também serão prejudicadas pela MP 549.
Para marcar a paralisação do dia 28, conforme decisão de Assembleia Geral, a ADUFMAT S.SIND, que é o Sindicato dos Professores da UFMT, está articulando um ato público, a partir das 9 horas, na praça Alencastro, Centro de Cuiabá. A concentração está marcada para as 8h em frente ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), antiga Escola Técnica Federal (ETF), com caminhada até a praça.
“Vamos todos paralisar e ir ao ato. É o momento de mostrarmos nosso descontentamento”, convoca o presidente da ADUFMAT S.SIND., professor Carlinhos Eilert. Segundo ele, lutar por melhorias na Universidade Federal é lutar por um ensino superior de qualidade, público, laico e socialmente referenciado.
Os docentes estão se articulando para fazer forte campanha salarial este ano, por reajuste já e no intuito de incorporar as gratificações em uma linha única no holerite. Assim, não haverá essas perdas na aposentadoria.
Além de reajuste salarial, os professores cobram melhores condições de trabalho. Há uma reclamação generalizada com relação ao espaço de trabalho disponibilizado ao professor na UFMT e em outras federais, desde a ausência de sala e computadores até falta de equipamentos mais sofisticados, como os exigidos em laboratórios.
Os professores das universidades federais estão também lutando por um Plano de Carreira, Cargos e Salários, que foi apresentado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) ao Governo Federal, como contraproposta ao que já está tramitando no Congresso Nacional. Na visão dos professores, o plano elaborado durante o Governo Lula, ainda em trâmite, coloca em risco alguns pilares conquistados, historicamente, pelo Movimento Docente, como o regime de Dedicação Exclusiva e a produção intelectual socialmente referenciada, ou seja, a serviço da sociedade.
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