O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) informa que vai intensificar a luta em Mato Grosso, a partir dessa segunda-feira (25 de abril), para pressionar o governo estadual, até agora omisso em relação às reivindicações protocolizadas pelo Movimento, e o Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária (Incra), que ignora, historicamente, a pauta já “amarela” dos sem-terra. O Movimento trancou pela terceira vez a BR-163, e dessa vez a paralisação será por toda a manhã.
Desde o dia 10 de abril, 350 homens, mulheres e crianças do MST em Mato Grosso estão acampados no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, para cobrar reforma agrária já.
Essas pessoas estão dispostas a ficar acampadas no Trevo por tempo indeterminado, apesar das dificuldades estruturais do acampamento, da comida limitada, dos insetos, dos outros riscos.
Um dos pontos de pauta é o assentamento imediato de 2.500 famílias, que há anos vivem em situação de insegurança em acampamentos no interior do Estado, onde a habitação são casas de lona preta.
Outra reivindicação é assistência técnica para as famílias que já foram assentadas. “Não adianta apenas jogar o sem-terra em um lote e depois exigir que ele produza da noite para o dia sem qualquer apoio”, diz Antônio Carneiro, da Coordenação do MST em Mato Grosso.
Segundo ele, “fazer a reforma agrária é mais que favelizar o campo, é investir na agricultura familiar, entendendo que isso significa comida boa e barata na mesa do brasileiro e a diminuição da violência e da miséria nas cidades”.
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