O “Abril Vermelho”, que representa o mês de mobilização referente à Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, liderado pelo MST mobilizou 19 estados e o Distrito Federal. São mais de 30 mil famílias em luta, totalizando 70 ocupações de latifúndios, mobilizações em 14 sedes do Incra.
Em Mato Grosso o MST realizou reuniões com o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo, o Chefe da Casa Civil, José Lacerda e com representantes do INCRA nacional. O MST na tarde desta quinta-feira levantou acampamento do Trevo do Lagarto, e agora passa a ter novo endereço a partir de hoje (29), a porta do INCRA. O movimento deve-se manter organizado em frente à entidade, que fica no Centro Político Administrativo, na capital, até início de maio.
Desde o dia 10 de abril, 350 homens, mulheres e crianças do MST em Mato Grosso estiveram acampados no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, que faz a ligação das BR-070 e BR-163/364 com a rodovia dos Imigrantes, para cobrar agilidade na reforma agrária. Por uns dias, foram feitos movimentos de bloqueio da rodovia, até serem atendidos pelo Governo.
 
A intenção é manter a pressão para que sejam acolhidos os objetivos apresentados as lideranças do governo. A principal reivindicação é assentamento imediato de 2500 familias, que há anos vivem em situação de insegurança em acampamentos no interior do Estado, onde a habitação são casas de lona preta.
Para resolver esse problema e a questão da aquisição de outras áreas para novos assentamentos pelo país, o INCRA tem estipulado um orçamento nacional de aproximadamente R$ 530 milhões. Mas já existe uma relação de terras a serem pagas que gira em torno dos R$ 860 milhões, assim tendo um déficit financeiro.
No Mato Grosso existem três fazendas que estão dentro das prioridades do INCRA que serão utilizadas para o assentamento das famílias. A fazenda São Paulo, em Mirassol do Oeste deve ser adquirida até o mês de Maio. A fazenda Palmital, em Nova Olímpia, está em situação de compra e venda, deve ser regularizada até meados do mês de agosto. Outra propriedade de reivindicação, é a fazenda Santa Maria, em Salto do Céu, que segundo a assessoria do INCRA-MT já foi paga e agora está em aguardo judicial.
Outra reivindicação apresentada pelo MST é assistência técnica para as famílias que já foram assentadas. “Não adianta apenas jogar o sem-terra em um lote e depois exigir que ele produza da noite para o dia sem qualquer apoio” – diz Antônio Carneiro, da Coordenação do MST em Mato Grosso. (Caio Bob/www.redacaodoboa.com.br)
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Anônimo
Anônimo
9 anos atrás

sou esposa de um desses integrante do mst só eu sei o sofrimento para ele e para mim esposa.ter que trabalhar para o sustento da familia ele lutando pelo um pedaço de terra o tão sonhado.sei que não é facil este ano completa dez anos que ele vive debaixo de lona na fazenda são paulo municipio de mirassol d oeste. sendo que a fazenda ja foi ganho e o incra não paga ao fazendeiro o que deve. isso é uma falta de respeito por parte dos governantes.hora de pedir votos não saiam do acampamento, hoje foram eleito e viraram as… Read more »