O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, denunciou hoje (26/04), em entrevista à Rádio CBN, que muitos médicos contratados para cumprir 8 horas diárias nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSFs) da Capital estão deixando pacientes sem atendimento. Segundo ele, alguns profissionais estão consultando apenas 10 pacientes por dia e saindo para atender em clínicas particulares. O expediente do médico de PSF é de 7 às 11 e de 13 às 17 horas.
Soares, que por duas vezes foi secretário de saúde de Cuiabá, recebeu críticas dos próprios médicos por exigir que eles cumprissem as suas cargas horárias. Inclusive na segunda gestão, de 2008 a 2009, enfrentou uma greve da classe que exigia aumento de salário. Após graves consequências para a saúde pública de Mato Grosso, a greve chegou ao fim quando o então prefeito Wilson Santos cedeu à pressão e concedeu o reajuste. Hoje, satisfeitos com os salários, muitos médicos ao invés de prestar atendimento de qualidade, deixam pacientes a ver navios.
O ex-gestor diz não generalizar, porém foi taxativo ao afirmar que problemas pontuais estão ocorrendo na rede básica sem que a Secretaria de Saúde de Cuiabá adote uma medida enérgica para coibir a falta de respeito ao usuário do SUS.
Outra denúncia feita por Soares é de que vários estabelecimentos particulares de saúde se oferecem para prestar serviço ao SUS garantindo preencher os requisitos básicos, como equipe de profissionais suficientes para atender determinada demanda. “Depois do contrato fechado com o município, não conseguem prestar serviços de qualidade”.
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