O uso de verbas públicas do Município de Várzea Grande para pagamentos de servidores fantasmas e parentes de vereadores (nomeados irregularmente) já é alvo de investigação da Procuradoria de Justiça, mas a Câmara de Vereadores de Várzea Grande, segundo o Movimento de Combate a Corrupção eleitoral (MCCE) se calou sobre os fatos.
Em face disso o movimento apresenta nesta quarta feira (27.04), dia de sessão plenária dos vereadores várzea-grandenses, um pedido de instauração de comissão processante contra alguns parlamentares. De acordo com o Movimento, tanto a Lei Orgânica, quanto o Regimento Interno e a lei de Improbidade Administrativa podem ser aplicadas no caso.
“Os vereadores de Várzea Grande estão dando mostras de que desejam fazer uma faxina na cidade. Se tivessem acompanhado o MCCE desde 2005, que representou à Promotoria sobre o caso da ‘João Só’, muito prejuízo ao erário poderia ter sido evitado” revela Antonio Cavalcante Filho, coordenador do MCCE. Ele se refere às denúncias formuladas pelo MCCE em meados de 2005, das quais decorreram diversos processos por improbidade administrativa contra o prefeito afastado Murilo Domingos, e em dois deles o gestor sofreu a sanção de perda do cargo.
Na época, empresas registradas em nome de uma contadora da Casa Domingos (empresa de Murilo) foi usada para fornecer merenda escolar e produtos eletrônicos à prefeitura de Várzea Grande.
Para Antonio Cavalcante, também conhecido como Ceará, “o MCCE dará uma oportunidade aos vereadores de que mostrem que a onda moralizadora não é ‘uma traque’ e que irão até o fim [investigando os pares], inclusive cortando a própria pele”.
O requerimento de instauração de Comissão Processante, com provas de nomeações de servidores ‘fantasmas’ e parentes de vereadores será apresentado na Câmara de Várzea Grande, às 10 horas da manhã desta quarta-feira. (Assessoria MCCE)
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