O massacre na escola de Realengo (RJ) reabriu o debate sobre o controle no acesso as escolas. Em Cuiabá, além da falta de estrutura muitas escolas contam com apenas três vigilantes segundo denuncia o diretor de assuntos jurídicos e legislativos do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep), Luiz Celso Rosa Novaes.
Ele explica que o principal problema é a carga horária de trabalho dos funcionários que é de 30 horas semanais. Ele diz que para atender uma unidade escolar seriam necessários três vigilantes no período matutino e três no noturno, completando o esquema de plantão que é de 12 x 60.
“A Secretaria Estadual de Educação está disponibilizando para as escolas três vigilantes noturnos que  cobrem o período das 18 horas até 6 horas, trabalhando 12 horas e folgando dois dias. O problema é no final de semana e feriados”, denuncia. 
Celso lembra que acontecem duas situações: a primeira é o que os diretores não querem que os trabalhadores cheguem às oito horas, porque às seis horas as escolas já estão sem alunos. E a outra revela que os funcionários são obrigados a chegar às seis da manhã e fazer o plantão nos finais de semana sem receber horas extras, almoço, janta ou vale refeição.
Para o Sintep, a situação é preocupante porque o próprio vigilante não é treinado para determinadas situações. “O massacre na escola Realengo reabriu o debate sobre o controle no acesso as escolas. Em Cuiabá, além da falta de estrutura muitas escolas contam com apenas três vigilantes”, completa Luiz Celso Novaes. (com Assessoria)

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