Cerca de 400 médicos vinculados ao Governo do Estado que atuam em Cuiabá devem reforçar a greve dos profissionais a partir da próxima segunda-feira (04). A decisão foi tomada em Assembleia Geral da categoria, realizada nesta terça-feira (29), e endossa o movimento paredista iniciado no último dia 10. Os profissionais são contrários a implantação, pelo Governo do Estado, do novo modelo de gestão, que prevê a contratação de Organizações Sociais para gerenciar a saú

Isso porque o modelo é contrário as principais bandeiras de luta do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT), que são a melhoria das condições de trabalho e atendimento a população, a implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), e regularização da função dos profissionais que atuam no Serviço Móvel de Urgência (SAMU), os quais exercem ilegalmente a função de socorrista. É que o contrato prevê apenas o exercício da função de médico regulador e, não de intervencionista como ocorre na prática.

No entanto, o secretário de Saúde, Pedro Henry, encaminhou ontem uma proposta à categoria, que foi apresentada aos médicos durante a Assembleia de ontem. “O envio da proposta é um ponto positivo para com as negociações, sendo um primeiro passo no caminho do entendimento, mas a categoria interpretou que a proposta está ainda muito vaga. Por isso a categoria decidiu recusá-la e pedir ao secretário que seja marcado uma nova reunião onde poderemos aprofundar na discussão e tentarmos chegar a um acordo o mais breve possível, para que a população não continue sendo prejudicada com a paralisação”, observou o presidente do Sindimed-MT, Edinaldo Lemos.
De acordo com o presidente do Sindicato, a proposta prevê a alteração da função dos médicos do Samu, mas não contempla diretamente toda a categoria. “É importante que o secretário reformule o quanto antes essa proposta, para darmos celeridade no processo de negociação”, pontuou, ao assegurar que a entidade está aberta ao diálogo.
Ao todo, cerca de 900 profissionais de todo Estado entraram em greve desde o último dia 10. Entretanto, a categoria intensificará as ações na Capital, com vistas a amplificar o coro em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) público e para todos. (Assessoria)     

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