Samuel Karajá é advogado e liderança no Araguaia.
A dificuldade de sobrevivência nas aldeias, especificamente daquelas localizadas na região da Ilha do Bananal, no Araguaia, tem explicação.
Segundo Samuel Karajá, liderança indígena que representa a aldeia Fontoura (To), a Funai os ensinou, de 1965 a 2001, a comer carne bovina, mantendo criações de bovinos dentro da área, manejados por funcionários do próprio órgão, registrados como vaqueiros. Lavouras de arroz eram cultivadas de forma mecanizada e povo vivia na fartura.
Daniel Coxini, outra liderança Karajá, com a reestruturação da Funai, o  órgão estaria obrigando os indígenas a viver exclusivamente da coleta de frutos, da pesca e da caça, quando quase tudo isto já estaria em extinção em seus territórios.
Daniel Coxini, líder Karajá.
Eles ainda denunciam que a Funai tem ignorado a legislação brasileira, assim como o povo indígena, exemplificando que em 2010 enfrentaram a maior queimada já vivida na Ilha do Bananal. “Desprovidos de fiscalização com a chamada reestruturação,  a presença de não índios na área tem aumentado assustadoramente, cujo objetivo é a retirada indiscriminada de nossos peixes, tartarugas e animais silvestres”.
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