Dra Aline Mie Nakagawa, dermatologista - Foto Priscila Russo
Dra Aline Mie Nakagawa, dermatologista - Foto Priscila Russo

O contágio ocorre entre pessoas que têm convívio diário e prolongado e a manifestação dos sintomas pode levar de 2 a 7 anos

A hanseníase é uma doença contagiosa e tem cura se tratada corretamente. A detecção precoce é fundamental para a cura e interrupção da cadeia de transmissão da doença, como explica a dermatologista Aline Mie Nakagawa, que integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

“Mas, é muito importante que o tratamento seja feito até o final, sem interrupção”, alerta a especialista, destacando a importância do Janeiro Roxo, quando se intensifica a campanha de combate à hanseníase no país.

A principal via de eliminação do bacilo, e a mais provável porta de entrada no organismo passível de ser infectado são as vias aéreas. Até a manifestação dos sintomas existe um longo período de incubação, que varia de 2 a 7 anos.

As pessoas mais suscetíveis a contrair a hanseníase são geralmente aquelas que moram com o doente sem tratamento ou que convivem com ele por um período prolongado e continuo.

“A hanseníase pode atingir pessoas de todas as idades, de ambos os sexos, de diferentes camadas sociais”, pontua a dermatologista, reforçando que um contato rápido com o infectado não oferece risco de transmissão. Porém envolve também outras questões como a resistência imunológica de cada indivíduo.

Sintomas

Entre os principais sintomas da hanseníase estão as manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou escuras, com perda ou alteração de sensibilidade ao calor e ao frio, ao tato, e à dor. Elas podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

Também pode ocorrer diminuição dos pelos e do suor, dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés, caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos, ressecamento nos olhos, entre outros.

Diagnóstico

O diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade, comprometimento de nervos periféricos, alterações sensitivas, motoras ou autonômicas.

Tratamento

O tratamento do paciente com hanseníase é feito com um combinado de medicamentos antibióticos, além de reabilitação física e psicossocial nos casos mais graves, como aqueles em que a pessoa sofre sequelas. Existem medicamentos diferentes, utilizados de acordo com o grau e a forma da doença e todos são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse tratamento pode durar de seis meses a dois anos, dependendo do estágio e forma da doença. “Quem começa o tratamento deixa rapidamente de ser contagioso, não constituindo mais perigo para as pessoas próximas, portanto, não há necessidade de isolamento”, completa a Dra. Aline Mie Nakagawa .

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