A única proposta oferecida pelo governador Silval Barbosa aos investigadores e escrivães antes da greve geral ser deflagrada em Mato Grosso foi irrisória. Esta é a avaliação do presidente da sub-sede do Sindicado dos Investigadores da Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças, Rafael de Farias. “A greve será mantida por tempo indeterminada até que o governo busque soluções que venha de encontro aos anseios da categoria”, declarou o sindicalista.
Sobre a suposta ilegalidade do movimento, ele lembrou que categoria respeitou o prazo de 72 horas antes de deflagrar a greve, quando os servidores alegaram descaso por parte do governo quanto às reivindicações da categoria.
“A greve só se torna ilegal quando não são mantidos os 30% do efetivo trabalhando. Será ilegal ainda quando houver a obstrução por parte de outro colega impedida o exercício da função, deterioração de patrimônio público é também ilegal, assim como depredação de veículo oficial. Porém a greve ao cumprir as determinações previstas na Constituição Federal, se torna legal”, justificou.
Segundo Rafael Farias, esteve na semana passada com uma comissão formada por investigadores e escrivães em Cuiabá reunida com a assessoria do governo Silval Barbosa para discutir a questão salarial. Durante a reunião, segundo ele, não houve nenhum avanço por parte da equipe do governador.
 “Cada regional está montando um esquema de greve para se adequar a sua região. Aqui em Barra do Garças ficou decidido que todas as delegacias, incluindo as especializadas vão continuar fazendo os plantões normalmente e numa escala de revezamento de expedientes, atendendo apenas casos de flagrante delito”, informa Rafael. Caso haja homicídio, a orientação é para só ir até o local do crime para  registrar a ocorrência. (com Robson Lima/O Repórter do Araguaia)
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