Um grupo de 43 pessoas parte de Cuiabá na madrugada da próxima segunda-feira (11.05) rumo ao Vaticano, em Roma, na Itália, para acompanhar no dia 17 de maio a canonização da irmã Jeanne Emilie de Villeneuve.
São freiras, professores, pais e alunos do Colégio Notre Dame de Lourdes que acompanharão ao vivo o Papa Francisco oficializar a santificação. Dentre os vários milagres, o último foi registrado em Petrolina, nordeste brasileiro, e que levou o Vaticano a decidir pela canonização.
O Colégio Notre Dame, o primeiro do país fundado pelas Irmãs Azuis da Congregação da Imaculada Conceição (criada por Emilie de Villeneuve), está em festa. Irmã Marluce Almeida analisa o momento: “Ter uma Santa na família é uma alegria! Mas, é ainda maior o compromisso de caminhar no segmento de Jesus Salvador com uma profunda humildade, um verdadeiro espírito de oração e um incansável e audacioso ardor missionário”

Emilie de Villeneuve nasceu em Toulouse, sul da França, no dia 09 de março de 1811, teve uma vida dedicada à caridade e faleceu em 1854 em meio a uma epidemia de cólera  e de febre, rodeada do afeto das Irmãs de sua Congregação.

Anos depois, na gruta de Lourdes, na França, o Padre Bernard rezava procurando religiosas para uma missão em Mato Grosso. Em seu íntimo, relatam os registros, parece vislumbrar a silhueta de uma Irmã Azul.
Sensível a este sinal que, tem certeza, vem da Imaculada Conceição, vai acidade de Castres, onde encontra a casa mãe das irmãs e fala com a madregeral da Congregação. Madre Theodosie escuta-o com atenção e recorda Emilie e seu grande ardor missionário.
Depois de muita reflexão e oração convoca as irmãs e expõe-lhes a situação. Pouco se sabe sobre o país, a não ser que há poucos recursos e muitas dificuldades. E solicita seis voluntárias. Espontaneamente, mais de 40 irmãs se prontificaram.
Chegaram em Cuiabá no dia 26 de outubro de 1904, após uma longa viagem de 61 dias bordo do barco Etrúria. Eram seis Irmãs Azuis dispostas a evangelizar e vivenciar o carisma de Emilie e o seu único ideal, “Deus Só”.
O Bispo D. Carlos Luiz D’Amor e o povo cuiabano receberam com alegria os missionários na catedral de Cuiabá.
As irmãs viveram suas vocações com uma fidelidade concreta ao carisma, buscando servir os menos favorecidos, com uma forte experiência de amar a Deus e ao próximo.
Em 1922, por força das circunstâncias da época, as religiosas saíram de Cuiabá retornando a Europa, deixando para trás o trabalho iniciado em um grande vazio, sensação de perda e saudade por parte daqueles que as conheceram. Porém, 49 anos depois da partida das Irmãs Azuis, elas retornam para trabalhar na construção do Reino de Deus.
Cuiabá reabre as portas para as Irmãs que chegam a 11 de fevereiro de 1971, na Paróquia São João Bosco, bairro Cidade Alta. Entre as atividades missionárias está a educação voltada para o compromisso com os pobres e a formação de aluno numa visão holística, “lúcida, ousada e crítica” como desejava Emilie de Villeneuve.

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