O Governo do Estado, em nota oficial divulgada neste final de semana, acusa os médicos de exigirem a aprovação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo para categoria, em detrimento das demais, como principal fator para se colocarem a favor das parcerias com Organizações Sociais (OS) em Mato Grosso.
A nota diz, em seu quarto item: “Não procede, de forma alguma, o argumento defendido por alguns setores médicos sobre Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos exclusivo para a categoria, como razão fundamental para concordarem com o projeto de parceria com Organizações Sociais, alegando perdas de direitos e vantagens”.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) desmente a acusação do Governo do Estado por meio da assessoria de imprensa, lembrando que o PCCV está desde maio de 2010 na Procuradoria Geral do Estado e que se realmente os médicos quisessem pressionar o Governo para sua aprovação, teria feito greve há muito mais tempo. O Sindimed diz ser contra as OS por favorecem a corrução visto que não precisa prestar contas da aplicação do dinheiro público.
De outro lado, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Vicente Guimarães, repudia totalmente a elaboração de um PCCV exclusivo para os médicos. “Defendemos um plano de carreiras único, com salários iguais para todos os servidores com nível superior”, frisa ele.
Quanto às Organizações Sociais, o presidente diz ser temeroso aprovar um sistema de gestão que coloca o setor privado para gerenciar serviços públicos. “Ainda não temos clareza de qual será o resultado dessa parceria. Se isso vai beneficiar o usuário do SUS e se vai ser bom para os servidores da saúde. Enquanto presidente do Coren, vejo com muita preocupação o futuro do profissional de enfermagem e também do usuário”, ressalta Vicente Guimarães.

Irritado, o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/MT), Arlan Azevedo Ferreira, garante que a greve dos médicos visa exclusivamente defender a vida do usuário do SUS e as condições de trabalho de todos os servidores da rede estadual de saúde e não de uma única categoria. “Nós queremos a transparência dos serviços e por isso somos contra a privatização. Infelizmente a saúde vem sendo devorada por piranhas nos últimos tempos”, declarou o médico.

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