Por falta de hospital público estadual, SUS está refém de hospitais privados e filantrópicos.
A greve dos médicos da rede pública de saúde de Cuiabá a partir da próxima terça-feira (26/04) anunciada pelo Sindimed deve provocar o aumento da fila e o tempo de espera por cirurgias eletivas em todo o Estado de Mato Grosso. A fila, que deveria ser Zero segundo plano de ação anunciado pelo Governo do Estado, deve passar hoje de 10 mil pacientes.
A previsão é concreta porque, com exceção do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, todas as cirurgias do SUS são realizadas em hospitais privados já que não existe na Capital um hospital público estadual. A Santa Casa, que também não é uma instituição pública, o Hospital Santa Helena e Só Trauma realizam o maior número de cirurgias eletivas do SUS.
Os médicos que atuam na Capital decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado devido à falta de reajuste no Índice de Valorização da Qualidade (IVQ).
O IVQ foi criado anos atrás para corrigir os baixos valores da tabela do SUS para procedimentos cirúrgicos. Como em 2001 o Governo Federal proibiu este tipo de situação (tirar dinheiro de outros setores para pagar valores diferentes da tabela), os médicos que prestam serviços para o SUS em hospitais da rede contratada começaram a reclamar da remuneração. 
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