O governo do Japão calcula mais de 1.800 mortos e 15 mil desaparecidos, vítimas do terremoto e do tsunami que devastaram o país na última sexta-feira, na região da costa do país (região nordeste). Milhões de pessoas estão sem água, sem comida e sem energia. O governo japonês pediu ajuda ao governo dos Estados Unidos. Muitos brasileiros que moravam no Japão estão voltando, mas não há informação da morte de descendentes. Em Cáceres, o clima na colônia é de pesar com a tragédia, mas também de tranqüilidade em relação aos parentes e amigos que moram no Japão, pois as notícias são que todos estão bem.
Cerca de 50 brasileiros descendentes de japoneses, nisseis e sanseis, moradores de Cáceres vivem hoje no Japão, mas não há informação de que um deles esteja na região afetada pela tragédia. A informação é do empresário Anderson Nakamoto,  nissei que morou no Japão no período entre 1990 a 94, trabalhando numa industria de vidros e esquadrias de alumínio. No centenário de imigração da colônia japonesa no Brasil, comemorado em 2008, os descendentes realizaram várias atos festivos em Cáceres e contabilizaram que a colônia local conta com cerca de 20 famílias, entre elas a Kawasaki, Nakamoto, Kawai, Kishi, Sato, Endo, Miura, Hayashida, e muitas outras.
Eles mantêm relações estreitas de amizade e, os que estão fora, mandam notícias constantemente, além da comunicação virtual, que facilita a obtenção das informações. “A maioria dos que estão lá moram na região central do Japão , longe da costa”- informou Anderson. O pai dele, Nihei Nakamoto, hoje com 75 anos, veio do Japão com 23 anos, indo primeiro para São Paulo, onde ficou por dois anos, e depois para a região de Cáceres, onde trabalhou  em uma fazenda na região de Curvelândia, vindo depois para Cáceres, onde se casou com uma japonesa e começou no ramo que a família exerce até hoje, uma empresa de serralheria. “Meu pai veio de Tottoriken, da província de Tottori. Quando eu fui para o Japão, morei na região de Hossaka.”
      Hoje, ele diz que os quatro anos fora compensaram financeiramente, mas que só voltaria a passeio. “Mesmo com traços nipônicos, somos estrangeiros, pois não falamos a língua. E atualmente, eles estão contratando mais mão de obra chinesa do que descendentes. Mesmo com o clima de tranqüilidade, devido aos “filhos ausentes” estarem seguros,  a colônia local lamenta a tragédia e torce para que os brasileiros que estão no país se encontrem bem. (Clarice Navarro/Diário de Cuiabá)
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