Uma noite de muito samba e gafieira, onde ninguém conseguiu ficar parado. Assim foi o show do cantor Diogo Nogueira, no último sábado, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O cantor fez o público deixar as cadeiras de lado para dançar e cantar com ele, durante duas horas de apresentação – que foi praticamente um espetáculo de samba.
Diogo cantou algumas de suas composições, mas privilegiou sambas clássicos e compositores tradicionais, como Martinho da Villa, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva e até mesmo Gonzaguinha e Chico Buarque. “Por causa da participação especial do Neguinho da Beija Flor, tive que deixar algumas das minhas composições de fora, senão o show teria mais de três horas, e daí o público ficaria muito cansado”, declarou o cantor, em entrevista logo após o fim do show. Simpático, fez questão de atender a imprensa e alguns fãs, quando já eram duas horas da manhã, mesmo depois de um show intenso.
Neguinho da Beija Flor fez uma participação especial, na clássica “Malandro é Malandro e Mané é Mané”, de Bezerra da Silva. O intérprete dos sambas enredos da Escola de Samba Beija Flor também cantou algumas composições próprias, como “Mulher, Mulher, Mulher”.
Depois de meia hora de espetáculo, todo o público já estava em pé, dançando com Diogo Nogueira, que além de Neguinho, levou ao palco alguns dançarinos de gafeira, que deram um show à parte. O cantor, além de ter uma voz poderosa, também desperta suspiros por seu porte físico e uma sensualidade que faz questão de demonstrar.
A primeira hora do show foi mais intimista, com composições mais lentas e românticas, especialmente do próprio Diogo, como “Fé em Deus” e “To Fazendo a Minha Parte”. Ele também apresentou algumas músicas de seu último CD “Sou Eu”.  Gravado ao vivo e lançado em janeiro, o CD já está entre os 10 mais vendidos do Brasil, tendo recebido o Disco de Platina. Ele também cantou regravações que se tornaram sucesso, como “Deixa eu Te Amar” (Agepê).
Na segunda hora de apresentação, o cantor interpretou sambas clássicos, incluindo o samba enredo da Portela (escola do coração do artista), Okê-okê, Oxossi, de 1984 – ano em que a escola foi campeã do carnaval; um tributo ao Flamengo junto com Neguinho da Beija Flor e um pot-pourri de sambas-enredo.
Além disso, não podia faltar a tradicional “O que é, O que é” de Gonzaguinha. Ao fim, Diogo presta uma homenagem ao pai, o sambista João Nogueira, com “Espelho”, deixando claro qual é sua inspiração: “Eh, vida boa. Quanto tempo faz. Que felicidade! E que vontade de tocar viola de verdade. E de fazer canções como as que fez meu pai”. Fim do espetáculo. Ficou um gostinho de quero mais, como o próprio cantor disse que deve ser um show.
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