Cuidar da saúde bucal pode ser bem mais fácil do que parece. É preciso ter paciência e persistência para manter o hábito de higiene adequado, segundo os dentistas. Isso porque a boca é a maior cavidade do corpo com contato direto com bactérias e outros microrganismos prejudiciais à saúde e necessita de uma atenção redobrada, por isso é importante incentivar os hábitos corretos de higienização desde o nascimento.
Em alusão ao Dia da Saúde Bucal e do Dentista, comemorado nesta sexta-feira (25), a dentista clínica-geral Thalita Carvalho conversou com o jornal O Estado de Mato Grosso e deu algumas dicas para conservar bons hábitos da saúde bucal. “A partir do nascimento do bebê, os pais são orientados em como higienizar a boquinha do bebê e se preparar para o nascimento do primeiro dente também, que já deve iniciar com a escovação, com pasta e escova”, afirma.
Desde que se formou, Thalita atua em consultórios particulares, que inclui clínicas populares, com valores fixados e acessíveis à população. A experiência desses quatro anos lhe trouxe uma perspectiva de cuidados diferentes com a saúde bucal, principalmente nas crianças, o que realiza atendimento na odontopediatria.
“As crianças que atendo na clínica popular em geral têm uma saúde bucal precária, sempre tem um dentinho estragado”, relata a dentista.
Para Thalita o motivo dessa precariedade está na desinformação sobre o dente de leite, vez que os pais acreditam que ele cairá e logo será trocado por outro permanente. “Mas não é assim. Há tratamento para que esse dente seja mantido até o período certo, a natureza é perfeita e tudo tem seu tempo. Extrair [um dente] é algo considerado mais fácil ou cômodo para os pais que acham um absurdo tratar canal de um dente de leite”, pontua a dentista.
Enquanto isso, no consultório onde atende através de planos de saúde, a busca dos pacientes é para a prevenção.
“Tem paciente que traz o bebê de três meses para se consultar”, exemplifica Thalita que  onsidera essencial o cuidado  para prevenir problemas bucais como a cárie, mais frequentes  entre as crianças. Apesar de a cárie estar associada a grande ingestão de doces, a dentista explica que a má ou falta de escovação, sem o uso de fio dental, e ainda a baixa imunidade são os principais fatores para o surgimento da infecção.
Thalita observa que a busca por informação é o melhor para o cuidado bucal e ainda destaca a importância de desmistificar o pânico sobre o dentista. “Isso ocorre por conta das ameaças do tipo ‘se você comer muito doce vou te levar ao dentista’ e a criança associa a algo ruim”, lamenta a profissional.
Porém a dentista reconhece que muitas vezes o contato vem através de dor, o que pode
ser traumático e ser levado para o resto da vida. “Não se trabalha só com boca ou dentes, é um relacionamento entre o profissional e a família. Se cria um vínculo com a criança e cm os pais também. A melhor forma de perder esse medo é trazer a criança o quanto antes para que ela  não venha quando está com dor. Então é bom que desde cedo a criança tenha contato e perceba que as consultas são legais”, orienta.
“É importante manter a saúde bucal tanto de crianças quanto de adultos porque uma infecção causada na boca pode afetar o corpo inteiro. A saúde é sistêmica, envolve todo o organismo, então um bom cuidado da saúde bucal vai ajudar na mastigação, no desenvolvimento, na alimentação, na fonética, em tudo”, destaca Thalita.
Fonte: O Estado de Mato Grosso / Valquíria Castil
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