Uso de protetor solar, evitar horários de pico do raio ultravioleta e exame dermatológico anual contribuem para a prevenção de doenças

Já é verão, uma das estações mais esperadas não só pelos brasileiros, mas por pessoas do mundo todo que preferem o calor ao frio. Porém, o verão exige cuidados redobrados para evitar os efeitos nocivos dos raios solares, a exemplo do câncer de pele.

O alerta é da dermatologista Aline Mie Nakagawa, que atua em Cuiabá e Várzea Grande (MT). De acordo com a especialista, a radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos.

Há dois tipos de câncer de pele: o melanoma, mais raro e perigoso; e o não melanoma, mais frequente e menos grave. Ambos têm cura se descobertos logo no início e podem ser causados pela exposição prolongada e repetida ao sol.

Portanto, é preciso ficar atento a alguns sinais na pele. Entre eles, mudanças de cor, forma e tamanho em manchas ou pintas já existentes e feridas que não cicatrizam.

Na maioria dos casos, o tratamento do câncer de pele consiste em cirurgia para a retirada do tumor. No caso do melanoma, muitas vezes além de cirurgia pode ser necessária a quimioterapia ou radioterapia, o que dependerá do estágio em que se encontra a doença. Já no não melanoma, o tratamento é essencialmente cirúrgico.

Prevenção

O uso de protetor solar é muito importante para proteger a pele e diminuir o risco do câncer de pele. Além disso, é ideal evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, procurar lugares com sombra e usar outros itens de proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.

É necessário reaplicar o filtro solar a cada duas horas, durante a exposição solar, assim como após um mergulho ou grande transpiração. Mesmo filtros solares à prova d’água devem ser reaplicados. O recomendado é, no mínimo, FPS 30 com proteção a radiações UVA e UVB.

Check-up

A Sociedade Brasileira De Dermatologia recomenda o exame dermatológico anualmente, principalmente os pacientes com maior risco de surgimento de câncer de pele como exposição solar prolongada previa ou atual, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, pessoas de pele clara, com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros.

Também é recomendado àquelas pessoas que fazem uso de câmaras de bronzeamento artificial, têm histórico de queimaduras solares e pacientes com muitas pintas.

No exame dermatológico da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde é feita uma avaliação por meio do dermatoscópio, as lesões de pele e pintas para detecção precoce de câncer de pele. Caso seja necessário é feita a biópsia para conclusão diagnóstica.

“O câncer de pele, quando detectado no início, tem alta chance de cura. O maior órgão do corpo humano precisa de todo o seu cuidado. Cuidar da sua pele é muito mais do que se preocupar com a beleza, é cuidar da sua saúde”, completa a especialista.

Dezembro laranja

Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove o Dezembro Laranja. A ação faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele.

A partir de então, sempre no último mês do ano, são realizadas diferentes ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento.

O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Pelo menos uma pessoa morre a cada 3 horas por câncer de pele de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

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