Delegado Sottani
O delegado de Comodoro, a 616 km de Cuiabá, Arnaldo Agostinho Sottani, acusado de tráfico de drogas e corrupção num roubo de 250 cabeças de gado em Carlinda, 710 km ao norte da Capital, diz que está sendo vítima de perseguição.  Ele teria confessado o envolvimento com o tráfico sob tortura e agora diz que o proprietário do gado roubado teria sido orientado pela Polícia Militar a processa-lo.
Em 2009, no feriado prolongado da Semana Santa, Sottani teria recuperado oito carretas de boi furtadas em Carlinda durante seu plantão. “Eu esperava era um elogio e em vez disso recebo um processo”, reclama o delegado, explicando que o gado em questão seria levado para a Bolívia. “Nós localizamos o gado e devolvemos ao proprietário no mesmo local porque a Polícia Civil não tinha estrutura transportar as oito carretas”, conta Sottani, explicando que não investigou o roubo de gado na sequência porque estava como plantonista naquele dia.
Ele ainda diz que a vítima teria resolvido vender esse gado lá mesmo e depois se arrependido do valor negociado. “Está nos autos do processo que a vitima foi orientada por policiais militares para me processar. Todo esse processo partiu da Ouvidoria da PM”, alega o delegado, apontando o então comandante da Polícia Militar de Alta Floresta, Tenente Coronel Conesa, como a pessoa que orientou a vítima a processa-lo.
Sottani diz que o mais importante de todo esse acontecimento é sua liberdade e o reconhecimento da Justiça de que faltam provas para incrimina-lo. “O Tribunal de Justiça reconheceu toda essa ilegalidade, todo ilicitude da prova. O processo deveria ser totalmente arquivado, mas fiquei prejudicado porque foi instaurado administrativo e preciso me defender de provas que surgiram forjadas do mesmo jeito”, relata.
O Tenente Coronel Conesa, de outro lado, diz que a vítima o procurou para reclamar sobre o furto e dizer que suspeitava da ação de Sottani no caso do roubo de gado. “O inquérito contem provas contundentes contra o delegado. Como autoridade policial na época em Alta Floresat, eu não poderia deixar de orientar a vítima e informar a Corregedoria sobre o fato”, frisa o Conesa, observando que a Polícia Militar sempre trabalha em parceria com a Polícia Judiciária Civil e que não fez mais do que sua obrigação ao tomar as providências cabíveis.
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