Considerado o maior campeonato de futebol amador do Centro Oeste, o Peladão foi criado pelo ex-prefeito Wilson Santos e caiu no gosto de atletas, torcedores, apaixonados pelo futebol. O evento cresceu, ganhou proporção surpreendente e inclusive passou a aceitar a inscrição de times de outros municípios e a de atletas profissionais, apesar de tratar-se de amadorzão. O concurso da Rainha do Peladão também ganhou fama.
Nos bastidores, cresceu a rivalidade, os gastos das equipes e o salário dos disputados atletas. Praticamente deixou de ser amador para ganhar status de “semi-profissional”. A torcida também cresceu e os ânimos se acirraram em busca do título de campeão. Até porque a premiação também cresceu e hoje o primeiro colocado leva uma caminhonete.
Um dos fatores de maior polêmica no campeonato é seu próprio regulamento, que sempre sofre uma ou outra alteração, sem que seja elaborado algo mais concreto. Os julgamentos de recursos também ocorrem num clima de exaltação e a reclamação é de que não há transparência e de que algumas equipes seriam beneficiadas e outras marginalizadas. Outras ainda seriam perseguidas. As equipes menos estruturadas, sem chance de chegarem à final por falta de dinheiro para contratar melhores atletas.
Como o futebol amador acontece sempre num clima mais acalorado, no Peladão não é diferente. Árbitros também são motivo de muita discussão. Há acusações da “mala preta” e até de apitarem bêbados. Agressões, xingamentos e até boletins de ocorrência surgem no decorrer das partidas.
Moisés Dias, secretário de Esporte e Cidadania de Cuiabá, avisa que, para resolver esses problemas,  o Peladão vai sofrer um grande mudança, a partir do regulamento, e já avisa que não vai mais ser permitido a participação de atletas profissionais e nem times do interior.
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