Por Indiana Borralho

Ao falarmos de imunização através da vacinação, logo vem à mente o sistema imunitário, que é responsável pela defesa do nosso organismo contra qualquer infecção, estabelecendo a resposta imunológica e consequentemente protegendo nosso organismo do agente infeccioso.

O sistema imunitário também tem a habilidade de guardar memórias das infecções já combatidas, pela produção anticorpos específicos contra os agentes infecciosos, obtendo assim memória, porém essa memória pode ser de curto, médio ou a longo prazo. Embora o tempo possa interferir na efetividade da memória, essa memória é ativada quando os agentes infecciosos que já tiveram contato com nosso organismo, tentam novamente nos infectar, assim a memória imunológica age para que a infecção não ocorra ou seja mais branda.

Há duas possibilidades de o organismo produzir anticorpos uma é de forma natural, quando o indivíduo entra em contato com uma bactéria ou um vírus e a outra é através da vacinação.

A vacinação é um método terapêutico de prevenção que estimula o nosso organismo a produzir os anticorpos contra os microrganismos que causam doenças infecciosas. Basicamente, as vacinas podem ser compostas por agentes patógenos inativados (mortos, alterados, ou apenas partículas deles) ou atenuados (vivos, mas extremamente enfraquecidos) sendo aliada ao sistema imune no combate (controlando ou eliminando) doenças infecciosas que expõe ao risco a vida do indivíduo.

Todas as vacinas existentes na rede pública ou privada é licenciada ao uso, pois antes de ser comercializada passa-se um processo rigoroso de desenvolvimento, afirmando assim sua qualidade e eficácia.

Além do calendário de vacinação para cada fase da vida (recém-nascidos e crianças, pré-adolescentes e adolescentes, adultos, idosos e gestantes), o Ministério da Saúde do Brasil promove campanhas anuais de vacinação em parceria com as Secretarias de Saúde dos Estados, sendo uma delas sempre realizada antes do período mais frio do ano (primeiro semestre), nomeada de Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza (Gripe), a qual esse ano tornou-se ainda mais relevante devido ao cenário de pandemia o qual estamos vivenciando.

A cobertura vacinal inicia-se pelos grupos prioritários, que atualmente não atingiu a meta aqui no Estado de Mato Grosso e desde o dia 1º de julho foi aberto à toda população mato-grossense e perdurará até o dia 24 de julho ou enquanto durar os estoques.

Lembrando que a vacina é muito segura, confiável e de qualidade, e age na proteção contra três tipos de cepas do vírus da Influenza, além de totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), faz-se necessário ir até uma unidade básica de saúde para recebê-la.

Ao receber a vacina da gripe, é importante saber que você não está imune ao coronavírus, o qual foi associado pela antecipação da campanha devido a pandemia, a ideia é que essa proteção contra a Influenza (doença relativamente comum) auxilie no diagnóstico mais rápido ao saber que a pessoa já se imunizou contra a mesma, pois sabemos que o coronavírus também tende a provocar problemas no sistema respiratório, auxiliando também na redução da sobrecarga ao sistema de saúde público e privado, resguardando assim o atendimento a casos mais relevantes do coronavírus ao qual não temos total conhecimento a seu respeito. Vacine-se ainda dá tempo!

Indiana Campos Borralho

Técnica em Alimentos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT). Biomédica habilitada em Patologia Clínica (Análises Clínicas) pelo Centro Universitário Cândido Rondon (UNIRONDON). Atualmente Laboratorista (Professora do Laboratório de Ciências da Natureza) do Colégio Notre Dame de Lourdes (CNDL-Rede Azul). Pós-graduanda no curso de especialização em Libras e Educação Inclusiva (Lato sensu) pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e Mestranda no Programa de Ciências Aplicadas à Atenção Hospitalar do Hospital Universitário Júlio Müller na linha de pesquisa em Saúde no Espaço Hospitalar: Diagnóstico, Tratamento e Intervenção sendo a área de concentração: Doenças infecciosas e parasitárias pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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