O setor agrícola brasileiro apresentou nos últimos anos boa competitividade no mercado internacional de soja. O Brasil é atualmente responsável por 31% de tudo o que é comercializado da oleaginosa no mundo. A manutenção dessa competitividade exige, contudo, que os produtores rurais, assim como todos os agentes envolvidos neste processo desenvolvam novas alternativas de verticalização da produção. O assunto foi discutido nesta quarta-feira (27.04), durante a programação do 6º Circuito Aprosoja, no município de Tapurah, localizado no Norte de Mato Grosso.

O encontro abriu a programação das cidades sojicultoras pertencentes ao corredor da rodovia BR-163. Além disso, as palestras têm oferecido informações sobre o mercado da soja e outros pontos importantes para o planejamento da safra 2011/2012.
De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, a verticalização da produção agrícola traz novas opções de rentabilidade aos produtores. “É preciso investir na inserção de novas culturas como a piscicultura, a apicultura, a fruticultura, além da capacitação técnica. A medida também ajuda a resgatar a cidadania do pequeno produtor rural, inserindo-o no processo produtivo através do beneficiamento dos produtos in natura, agregando valor, elevando a renda da produção e a geração de mais empregos”, destacou o presidente da Aprosoja.
Glauber Silveira também falou sobre o projeto da Aprosoja em parceria com a Embrapa Soja – com sede em Londrina, cujo objetivo é desenvolver campos experimentais de girassol nas regiões Médio Norte e Oeste de Mato Grosso. Serão desenvolvidas áreas demonstrativas (AD) e também unidades demonstrativas (UD). Trata-se de uma alternativa a mais de rotações de culturas na safrinha. A proposta é fomentar a produtividade e, por outro lado, resgatar a cultura introduzida na década de 90 em solos mato-grossenses.
Segundo informações do diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte, o mundo vai precisar de 69 milhões de hectares para o incremento de novas culturas. “O Mato Grosso possui grande vantagem nessa parcela mundial”, apontou. O diretor executivo falou ainda sobre o cenário e as oportunidades para o produtor de Tapurah.
DADOS – Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), as regiões Norte e Médio Norte de Mato Grosso representam 42% da produção de soja do estado. Já no milho, a região é responsável por 50% do grão mato-grossense. O município de Tapurah é o 16º maior produtor de soja do estado.
O município de Tapurah é a 12ª cidade a receber a programação do Circuito Aprosoja 2011. O evento é uma realização da Aprosoja e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/MT), vinculado ao sistema Famato
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