Ao assumir que a Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES) vai repassar ao Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) valores 180% a mais que os previstos na tabela do SUS pelos mesmos serviço, o Estado tem a obrigação de disponibilizar os mesmos valores para os demais hospitais que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde.
Este é o posicionamento do Movimento Saúde e Democracia (MSD), ao comentar os noticíarios desta sexta-feira. “Recursos para as OS parecem não faltar, tanto é que inclusive a SES já anunciou que fez o repasse da primeira parcela para o Hospital Metropolitando de Várzea e que seriam para para cobrir gastos  “iniciais para implantação” . Isso cheira mal.
Para o MSD, a SES-MT tem a obrigação de também dobrar o valor dos recursos repassados para as secretarias municipais poderem financiar a assistência a seus munícipes. “Também deve dobrar os recursos repassados ao Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) e aos demais hospitais que atendem a nossa população, pois a tabela do SUS é igualmente ruim para eles . Por que só as OS são merecedoras disso ?”, questiona o movimento.
Segundo matéria publicada na edição de hoje do jornal A Gazeta, o IPAS vai receber 180% a mais do que é pago na tabela de procedimento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a gestão do Hospital Metropolitano de Várzea Grande. O contrato foi assinado com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e tem vigência de 1 ano. O valor do serviço foi firmado em R$ 31 milhões por ano, sendo que R$ 6 milhões são para compra de equipamentos. O secretário da SES, Pedro Henry, informou que o montante é 2,8 vezes a tabela do SUS e o Ipas deverá realizar 500 cirurgias por mês.

As críticas do MSD estão publicadas em www.movimentosaudeedemocracia.blogspot.com

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