A educação profissional e tecnológica de Mato Grosso está comprometida com a evasão de profissionais para ocupar cargos nas escolas técnicas da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec) em Alta Floresta, Barra do Garças, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Poxoreu, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. No único concurso público realizado em 2004 para a pasta, 120 profissionais entre professores e técnicos foram empossados, hoje apenas 82 ainda permanecem.
“Esta evasão é consequência dos baixos salários da instituição e da falta de políticas que realmente valorizem os seus servidores efetivos. Muitos dos nossos colegas foram para a Unemat, IFMT, UFMT, e Seduc. Um técnico efetivo da Secitec, com carga horária de 40 horas/semanal, tem um salário bem menor do que um técnico da Seduc com apenas 30 horas/semanal”, conta o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinprotec), Valdivino Barbosa. 
Conforme Barbosa, os cursos de qualificação e técnicos oferecidos pela Secitec sobrevivem da contratação de professores sem concurso público. No último processo seletivo para a contratação de professores em fevereiro foram abertas 143 vagas. O Governo do Estado prevê a expansão de mais 08 escolas técnicas da Secite até 2013, que serão implantadas  em diferentes pólos e mais dois Centros Vocacionais Tecnológicos, um em Chapada dos Guimarães e outro em Cáceres.
“Como poderemos pensar em expansão das escolas técnicas sem pensarmos, primeiro, num salário digno aos seus profissionais e, principalmente, condições dignas para o exercício de suas atividades? Como falar em expansão sem criar novas vagas por meio de concursos públicos”, questiona o presidente do Sinprotec.
A tabela salarial proposta pelos profissionais da Secitec é pouco inferior a proposta que o secretário de Estado de Administração, César Zílio, propôs aos técnicos de desenvolvimento social e econômico. “Já encaminhamos ofício pedindo audiência com o secretário e até hoje não fomos atendidos pelo secretário de Administração. Queremos um ajuste na tabela da categoria, que está muito defasada e coloca em xeque a política de desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica, em Estado de Mato Grosso”, ressalta o presidente. (Assessoria)
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