Por Indiana Borralho

É sabido que a doença do coronavírus (COVID-19) se alastrou rapidamente por todos os países do mundo, assim levantando diversas questões quanto aos sinais e sintomas, tratamento, prevenção, diagnóstico, entre as curiosidades quanto a origem do vírus. Enfim, como muitas coisas na vida não temos o conhecimento, mas buscamos incessantemente as respostas das tais questões.

Estamos a caminho do 6º mês da pandemia no Brasil e consequentemente entrando no mês de agosto, onde é celebrado a importância da amamentação do leite humano materno aos bebês. Em 2017, foi sancionado a lei federal de número: 13.435, instituindo agosto como o mês do aleitamento materno, buscando intensificar o conhecimento e a curiosidade perante o tema, foi nomeado como agosto dourado. Assim como o mês de setembro, é amarelo dedicado esclarecer assuntos sobre o suicídio, outubro, é Rosa para lembrar a importância da prevenção do câncer de mama, e novembro é azul, chamando atenção ao câncer de próstata, sempre os temas buscando questões de saúde pública.

Diante de todo esse cenário nos surgem dúvidas, e aqui estou para repassar as vocês o conhecimento científico atualizado frente a amamentação materna e o coronavírus. Vale ressaltar que é essencial manter o aleitamento materno até mesmo por mães suspeitas ou confirmada com COVID-19.

Até o momento não há comprovação de que o vírus do possa ser transmitido através do leite materno, apesar que de uma mãe infectada pode transmitir o vírus por gotículas durante o processo de amamentação, levando a reforçar os cuidados de biossegurança como uso utensílios de proteção em especial as máscaras, higienização das mamas e mãos, sendo possível o uso de toucas descartáveis, óculos de proteção ou protetor facial, roupas de proteção e luvas. O que não pode é deixar de amamentar, pois além de um momento ímpar a nós mães, é um momento de fortalecimento a saúde de seu bebê.

O leite materno humano é a alimentação ideal para o desenvolvimento saudável do bebê durante os 2 primeiros anos de vida, por possuir muitos componentes que auxiliam no processo imunológico de uma forma natural, além de ser o único alimento completo, sendo considerado o alimento ouro para os bebes, pois estudos compravam que a amamentação é capaz de salvar a vida cerca de 13 % das crianças, menores de 5 anos, em todo o mundo.

Algumas das propriedades mais importantes do leite materno são os leucócitos e anticorpos que fortalecem o sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra possíveis infecções, além de auxiliar no desenvolvimento dos órgãos. Corroborando com a ideia da importância de se manter a amamentação, e o que nos cabe é tomar medidas de prevenção a todo momento, estabelecendo uma barreira física entre mãe e [email protected] mas jamais espiritual.

Aproveito o momento para sugerir a doação do leite materno humano, que 500 ml pode alimentar, proteger e salvar a vida de até 5 recém-nascidos por dia. No Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) o BLH (Banco de Leite Humano) é responsável pela captação, processamento, pasteurização, porcionamento, distribuição e armazenamento do leite materno disponibilizado para o aleitamento de recém-nascidos e prematuros, que não podem ser amamentados diretamente pela mãe, conforme informações obtidas na homepage do HUJM. O BLH tem o objetivo de promover o aleitamento materno e de orientar, apoiar e sanar dúvidas de diversos problemas que podem acontecer durante o processo de lactação.

Lembrando que no estado de Mato Grosso o hospital é referência em diversos setores, inclusive para COVID-19 e a gestação de alto risco, o que auxilia no trabalho de coleta do leite materno através da doação por mulheres que produzem um volume maior do que seu bebe possa consumir ou mesmo através da ordenha da mãe para o seu próprio filho.

Para saber mais vale a pena conferir os links abaixo:

*Indiana Campos Borralho

Técnica em Alimentos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT). Biomédica habilitada em Patologia Clínica (Análises Clínicas) pelo Centro Universitário Cândido Rondon (UNIRONDON). Atualmente Laboratorista (Professora do Laboratório de Ciências da Natureza) do Colégio Notre Dame de Lourdes (CNDL-Rede Azul). Pós-graduanda no curso de especialização em Libras e Educação Inclusiva (Lato sensu) pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e Mestranda no Programa de Ciências Aplicadas à Atenção Hospitalar do Hospital Universitário Júlio Müller na linha de pesquisa em Saúde no Espaço Hospitalar: Diagnóstico, Tratamento e Intervenção sendo a área de concentração: Doenças infecciosas e parasitárias pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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