Ailton Santiago

Depois do vexatório aumento em mais de 60% no salario dos parlamentares, agora a cúpula do governo Dilma faz até ameaças e retaliações a quem votar num salário mínimo maior que os R$ 545 proposto, isso porque são apenas míseros 6,87% ou seja: apenas R$ 35 a mais. Que na verdade esses 35 reais nada mais representam de aumento salarial, pois o preço de quase tudo o que se consome está subindo muito mais do que a inflação.

Mas… Quando o assunto é o salário deles (parlamentares), a estória é bem diferente, aumentos são estratosféricos, benefícios e mordomias só crescem, enquanto o simples cidadão muitas vezes nem carteira assinada consegue, e mesmo registrados tem direito a apenas ao 13º salário, os parlamentares tem direito mesmo sendo despreparados para a função, analfabetos etc. etc.., gozam de: salários abusivos, 13º, 14º e 15º salários e mais mordomias como passagens aérea de ida e volta aos seus Estados de origem, auxilio moradia, etc. etc…

Por outro lado, é bom saber que nem todos os parlamentares pensam dessa mesma forma, por exemplo, a senadora Gleisi Hoffman do Paraná, apresentou um Projeto de Decreto Legislativo, para acabar com o 14º e 15º salários que o Congresso paga a senadores e deputados federais. Porém, uma das principais dificuldades é a falta de apoio dos senadores e deputados. Segundo informações do portal R7, líderes no congresso nacional consideram os salários excedentes como “ajuda de custo” para compensar as despesas que os parlamentares têm com a mudança e transporte de Brasília para seus Estados de origem no fim e no começo de cada ano.

Este país é mesmo um país de desavergonhados, onde o inteligente é aquele que ludibria o outro e não aquele que trabalha honestamente, Rui Barbosa já nos advertia: “chegará um tempo em que teremos vergonha de sermos honesto” este tempo já chegou. Cabe aos cidadãos de bem mobilizar-se em defensa do bem comum, a política brasileira somente se completará com homens de bem quando a sociedade reagir, é preciso extirpar os maus elementos da política, mesmo que para isso precisemos ir às ruas em protesto. Assim como fomos para derrubar Collor, ou como mais recentemente o povo egípcio tirou do poder o ditador Hosni Mubarak, o que não se pode é cruzar os braços e achar que isso tudo é normal.

Ailton Santiago, administrador de empresas, Nova Olímpia-MT
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