Sandra Carvalho
Hoje são muitas as festividades em torno do Dia do Trabalhador, 1º de Maio. Empresas reúnem seus colaboradores para pequenas e grandes confraternizações e que envolvem desde passeios a requintados buffets. Há motivos para festas? Há, sim. Trabalhadores de todas as categorias merecem reverências de seus patrões porque dedicam um ano todo ao crescimento de seus patrimônios. Porém, a maior homenagem que um trabalhador merece é o devido reconhecimento ao papel que desempenha dentro de uma empresa, condições plenas de trabalho e remuneração à altura de sua função. Ou seja, respeito ao trabalhador!
Pelo lado materialista, muitas pessoas acreditam que o trabalho é algo desumano, que é um desgaste que nenhum ser deve passar por tal experiência, que maltrata o homem, por uma imposição do tempo, e por uma submissão aos patrões e chefes. Essa ligação forte do homem ao trabalho cotidiano, por outro lado, faz com que as pessoas fiquem escravas de um desempenho físico e mental. Mas há o lado do prazer de fazer algo que gosta.
Partindo para uma avaliação, mas fria da questão do trabalho, há alguns pontos a serem analisados em nosso Estado: Mato Grosso. Recordista em produção de grãos e número de cabeças de gado, ainda enfrenta sério problema de desemprego. Regiões que viviam da extração mineral e de madeira, por exemplo, sofrem hoje com a miséria. Trabalhadores perderam seus empregos como fechamento repentino das madeireiras. A justiça pensou em preservar o meio ambiente, mas não houve uma preocupação inclusive do Estado em oferecer alternativas para evitar o caos social que assola vários municípios.
O mesmo aconteceu com aqueles cuja atividade econômica principal era o garimpo. No Médio Norte, municípios como Nortelândia, Arenápolis e Alto Paraguai parecem que vão desaparecer do mapa. Famílias inteiras “fugiram” destas cidades em busca de oportunidades. Poxoréu e Guiratinga também vivem a mesma situação. Peixoto de Azevedo tenta reconstruir, mas as dificuldades são muitas. Em todo o Estado ainda faltam faculdades públicas para preparar os jovens para o mercado de trabalho. Quem mora em Cotriguaçú, por exemplo, no norte de Mato Grosso, tem que viajar mais de 100 km por dia para frequentar a sala de aula. Portanto, 1º de maio mais do que comemorações, é dia de reflexão, especialmente para aqueles que tem o poder de decidir o futuro deste Estado e que seriam os primeiros a garantir RESPEITO AO TRABALHADOR.
Sandra Carvalho, jornalista, blogueira e conhecida como “pé de boi” no mundo da comunicação.
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