Portadores de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente o papiloma vírus (HPV) e a AIDS (HIV); com mais de 50 anos, fumantes e transplantados estão entre os mais susceptíveis ao câncer anal.

De acordo com o coloproctologista Mardem Machado, que é responsável técnico pelo Instituto de Gastro e Proctologia Avançada, com sede em Cuiabá (MT), também fazem parte deste grupo os portadores de fístula (qualquer passagem em forma de tubo que comunica anormalmente dois órgãos internos) anal ou feridas abertas, pessoas que realizaram radioterapia pélvica, têm hábito de ingerir pouca fibra alimentar, e também os indivíduos que praticam o sexo anal.

O alerta do Dr. Mardem Machado coincide com o Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado neste dia 04 de fevereiro. A data foi instituída em 2008 pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), para aumentar a conscientização sobre a doença e estimular a preservação.

O ânus, explica o especialista, é a região que controla a saída das fezes, localizado no final do intestino grosso e liga o intestino ao exterior do corpo. No câncer anal, alterações dessa região fazem com que suas células cresçam descontroladamente, resultando em um comportamento maligno.

“O câncer anal é raro, porém é um tumor anal maligno e pode ocorrer na parte externa do ânus, que é mais comum no sexo feminino, ou na parte interna do canal anal, com maior incidência no sexo masculino”, pontua o médico.

Quando descoberto precocemente, as chances de cura são maiores. Por isso, alerta Dr. Mardem Machado, pessoas com as características de risco acima mencionadas devem sempre consultar um coloproctologista.

O especialista, no entanto, chama a atenção para a importância de atenção aos sintomas de alarme, a exemplo de alterações intestinais (intestino preso ou solto) e aumento da força na evacuação. Também a sangramento ou secreção purulenta nas evacuações, caroço na área externa ou interna, dor, pressão ou coceira no local e ainda inchaço no ânus ou na virilha.

Diagnóstico

Dr. Mardem Machado explica que o diagnóstico de câncer do ânus é confirmado pelo coloproctologista por meio de exames de inspeção e toque retal – o médico verifica se existem alterações externas ou internas da região anal, seguido de:

Anuscopia – exame visual do canal anal, realizado com a ajuda de um espéculo chamado anuscópio;

Retoscopia – onde um tubo é introduzido na região anal e permite examinar inclusive o reto próximo ao ânus;

Ultrassonografia endoanal – que mostra em detalhes os tecidos que formam o ânus, através de imagem

Biópsia – análise de um pequeno fragmento de tecido removido durante o exame, com a finalidade de verificar se há sinais de câncer.

O tratamento

O coloproctologista definirá o melhor tratamento para o paciente dependendo do tamanho do tumor, do acometimento dos linfonodos e de suas condições clínicas.

“Atualmente, o tratamento inicial é a combinação da radioterapia e quimioterapia. Quando descoberto precocemente, a cirurgia normalmente costuma ser eficaz”, diz o especialista.

Dr. Mardem Machado ressalta que os tumores podem reaparecer, por isso é importante seguir as recomendações médicas e realizar os exames regularmente. “A descoberta precoce é a melhor prevenção”.

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